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OAB e deputados criticam prisão de jornalistas de VEJA
14/02/2020 21:35 em Notícias

Viatura da Polícia da Bahia: equipe de VEJA foi detida durante investigação da morte de miliciano ./Reprodução.

A ação da Polícia Militar da Bahia que resultou na prisão dos jornalistas de VEJA Hugo Marques e Cristiano Mariz nesta sexta-feira, dia 14, foi repudiada por parlamentares, pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que a classificaram como um atentado à liberdade de imprensa. Os repórteres estavam tentando localizar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, testemunha-chave para esclarecer as circunstâncias da morte do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, quando foram cercados por duas viaturas da PM.

Em uma atitude violenta e arbitrária, os profissionais, mesmo depois de apresentarem suas credenciais, acabaram sendo detidos e levados na sequência ao distrito policial de Pojuca. A polícia apreendeu ali um gravador que continha várias entrevistas registradas durante a apuração do caso pelos repórteres. Vinte minutos depois, devolveu o equipamento e liberou os profissionais de VEJA.

“Inadmissível, arbitrária e abusiva a detenção de jornalistas da revista Veja pela Polícia Militar da Bahia”, disse o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. “Deve receber repúdio de todos que defendem a liberdade de imprensa e de expressão”, acrescentou.

A ANJ e a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) considerou a ação “arbitrária e injustificável”. “A abordagem inicial aos dois jornalistas, quando duas viaturas da PM cercaram Marques e Mariz, a detenção dos profissionais por cerca de 20 minutos e, ainda, a apreensão temporária de um gravador com várias entrevistas são atitudes injustificáveis.

Os fatos são ainda mais alarmantes porque ocorreram após os repórteres terem se identificado e mostrado suas credenciais de imprensa. Na prática, a ação assemelha-se a tentativas intimidadoras que têm como objetivo restringir a circulação de informação independente e de interesse público. As associações aguardam que as autoridades apurem os fatos com rigor”, diz a nota divulgada pelas entidades.

Clique AQUI e confira a matéria completa.

Fonte: Veja

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